Ultrapasso a barreira da luz,
Chego aos confins do universo.
Estaciono num planeta azul
E descanço ao luar ( das 7 luas ).
Penso então no meu passado
E conto às estrelas.
-
Mas quem será que as colocam pra dormir?
Ficam a noite toda acordadas
Como crianças abandonadas
Esperando pela mãe que não vem.
Coitadas, tão tristes e solitárias !
Minhas estrelas lendárias,
Presentes de outrem.
De dia se escondem vaidosas
Por detrás das nuvens volumosas
Depois disso,
Não adianta nem cantar,
Por que é só no decair da noite
Que elas voltam a brilhar.
-
Ó Vazio vastidão,
Estrada para o futuro.
Guiai-me nesse chão
Feito do puro escuro.
Me deixe deslizar
Em suas dobras temporais.
Pra aquela moça eu contar
Que a amo, e nada mais.
-
Acordo subitamente no meio do nada
E no colo apenas esta carta
Que a brisa primeira deixou:
"Pra cada estrela, mil vidas
Pra cada vida, mil amores
Pra cada amor, outras vidas
Pra outras vidas, outros amores
Ouça-me, bom rapaz
O mundo está em ti
Dos Montes aos Abissais
Do japão ao Haiti
E se por acaso você cair,
Apenas não se deprima
Olhe para o alto
E encontrarás a sua rima.
Agora eu me despeço.
Serás um dos meus.
Aqui lhe vai um abraço
Do seu amigo Deus"
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